23 meses e 3 dias no inferno - 6º

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6º Capítulo

Assim chegou o dia da mudança (18 de abril)…
Como a dona mal-amada e não comida louca, não conhecia o imóvel, só vendo para crer o escândalo e a choradeira, quando ela chegou no endereço antigo e as coisas já estavam no caminhão. Sabe, parecia que eram dela as coisas, e falava e esperneava que o "priminho querido não devia ter feito isto logo com ela, que foi a única da família que aprovou o seu casamento. Que toda a família era contra, que um dos casais que serviram de testemunha tentaram impedir pois sua mulher não presta". Bem não sou eu que desfilo nua, mas...
Esqueci de contar que em 2001 resolvemos nos casar, em uma cerimônia simples, só no civil, com almoço para as testemunhas (casamento com padrinhos é só no religioso) e no lugar do tradicional convite de casamento, um comunicado dizendo:
Os pais dos noivos (in memoriam), os noivos e o seguinte texto:
Vêem comunicar que a regularização da tratanda de seus filhos dár-se-á aos quinze dias de setembro de 2001.
Todos que receberam o comunicado reclamaram de não ter festa, mas nem ligamos, dar festa para quê?, eu pelo menos, não fazia questão alguma de ver a cara de nenhum deles, coisa que será entendida no decorrer dos capítulos.
Assim, depois desta estupenda revelação (de que eu não presto), os gatinhos devidamente, acondicionados no carro e a mudança em cima do caminhão, fomos para nosso novo endereço. Sem a prima, pelo menos era o que pensávamos.


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