23 meses e 3 dias no inferno - 2º

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2º Capítulo

A tal da prima foi se infiltrando, como alguém que não quer nada, se fazendo de amiga, precisando de apoio moral.
Vou explicar, ela é prima do meu marido, e morou em São Paulo, na casa dele muitos anos, até que conseguiu dar o golpe da barriga, em um outro primo (este de 3º grau), e foram morar juntos, mas a mãe dela é carne de pescoço, um pouco pior do que ela, e não aceitava este "casamento", para a velha ela estava na 'putaria' segundo suas próprias palavras. Veio a São Paulo, pegou a filha e a neta (sem saber se elas queriam) e como não poderia deixar de ser, com o apoio de meus cunhados, levaram as duas para o interior. Uma vez lá, na casa da mãe, a coisa mudou, ficavam mandando embora e maltratando, ela e a neta.
Até aí, eu compreendia, e até chegar a este ponto, ela e a filha passavam a semana inteira na minha casa, comendo, bebendo, dormindo, tomando banho, lavando roupa, enfim tudo. Voltava para a casa da mãe, e ficava o fim de semana, na segunda voltava para a minha. O problema é que ela não me deixaa fazer absolutamente nada, durante o dia, ficava repetindo o tempo todo de sua vida com seu marido, como sua mãe havia estragado tudo, e não via a hora de voltar, quando eu falava para ela que já deveria ter voltado, ela surtava, pois como ir contra a mamãe, que ela tinha medo do que a mãe poderia fazer, etc, etc, etc.
Todos os dias, de segunda a sexta, a mesma ladainha. Sem contar que ela é viciada em calmantes e estimulantes, ou seja toma 3 para dormir, 3 para acordar, e no meio do dia toma mais 3 não sei até hoje para quê.
Isto durou até o início de 2002, quando o proprietário me pediu a casa, e começamos a procurar outra.
Mas isto é para o próximo capítulo.


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