23 meses e 3 dias no inferno - 23°

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23° Capítulo

Mas que quebra de acordo? Não entendemos nada. E também não pudemos fazer nada. Tivemos até novembro para mudar...
E então começou o inferno...
Bem vamos lá ver se é possível entender... Fomos acusados da quebra de um acordo que nunca existiu. Nem informal, muito menos formalmente. Mas lá vem o maldito corporativismo. A cidade é pequena e todo mundo se conhece vence quem tem mais dinheiro. Infelizmente...
Mas meu marido é herdeiro de uma porcaria de um sítio que não tem nada. Aaahh!!! Mas tem três casas: uma que o ignorante do piti cortou o morro e reformou um celeiro e transformou no que ele acha ser uma mansão. outra no caminho para a primeira que estava meio que pendurada no dito (caminho), e era ocupada pela vagem e pela sua dignissima ervilha (o rebento, diga-se de passagem viciado, deu um chega prá lá nos progenitores e foi viver sozinho na cidade vizinha), que se diziam caseiros.
E sobrou o quê???? O quê?????? A Possilga, vou descrever: Uma construção com um dormitório um outro ambiante que tinha uma porta para entrar e outra para sair, uma cozinha e um banheiro, todo de blocos mau rebocados e aparente, com uma intrinseca rede de fios aparentes, e com as telhas aparentes (não tinha forro). Só sendo aparente herdeiro para ter direito a isto. (E eu ainda não tinha visto os vizinhos).
Desta forma, como não conseguíamos alugar nada na cidade (uma simples casinha chegaram a pedir 800,00 reais), simplesmente um absurdo.
Assim ficou resolvido que iriamos para a possilga.
E então começou primeiro dos 23 meses e 3 dias. no caldeirão do inferno, literalmente.


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