23 meses e 3 dias no inferno - 9º

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9 º Capítulo

Fomos (eu e meu marido) à cidade mais próxima comprar tecidos para as cortinas e outros itens de decoração. Pois para a casa ficar completa era o que faltava.
Escolhemos todos os tecidos e como tenho mania e cortinas leves e finas, comprei muito voal, tecido próprio para cortinas.
E finalmente conseguimos passar o dia em outra cidade, uma em paz e sós, sem aquela louca mal-amada No nosso encalço.
Alguns dias depois, como uma louca apareceu junto com uma outra visita, que depois de tudo o que já tinha aprontado por causa dos gatinhos, pensávamos que não teríamos mais contato.
Era o irmão mais velho de meu marido (que vou chamar de vagem) com uma esposa. Esta (vou chamar de ervilha), tinha a mania de vender coisas, vinha mensalmente para São Paulo fazer compras, e por morar em um sitio, de meu falecido sogro, caseiros e dizerem se, de um outro cunhado que vou chamar de Pitbicha, que com a morte de meu sogro aproveitou e abocanhou tudo, o sítio, casas e terrenos que o velho possuía na cidade, aproveitava estes convites para impor seus "produtos".
Neste dia eu estava medindo as janelas e cortando os tecidos para as cortinas, quando uma ervilha deparou-se com o voal. Por se tratar de uma grande casa e apesar de, na época, não ter filhos, eu queria arrumar uma casa toda e não só o que eu fosse usar, uma grande quantidade do tecido era. Perguntou-me o que eu ia fazer tanto com voal, ao que respondi: ué as cortinas ... e ainda tem como bandeiras, bandanas, e todo o restante do aparato, porque é muito?
Não, esta respondeu desdobrando todo o tecido, é que nunca vi tanto pano de cortina junto ...
Mudei de assunto e, desconversei, quase que como um milagre, quando o casal foi embora, levou junto uma louca ...
Estava muito bom para ser verdade, mas como Milagres acontecem ...
Até o próximo capítulo.


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