23 meses e 3 dias no inferno - 7º

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7º Capítulo

Assim, depois desta estupenda revelação (de que eu não presto), os gatinhos devidamente, acondicionados no carro e a mudança em cima do caminhão, fomos para nosso novo endereço. Sem a prima, pelo menos era o que pensávamos.
Chegando com as coisas, colocando os gatos em sua área, fomos ajudar a descarregar o caminhão.
Quase uma hora depois, quase tudo descarregado, não é que chega a dita... Para variar reclamando, que "esquecemos" de dar o endereço para ela, que era muito longe etc, etc.
Não esquecemos não, eu não sabia, e o meu marido fez de propósito.
E sem ser convidada, entrou e já começou a dar palpites e eu que não estava muito a fim de aturar comecei a cantar aquela música (Meu Deus do céu que palpite infeliz) a cada pitaco. E o mais interessante, onde VAMOS dormir?, perguntou ela a certa altura da brincadeira.
Eu quase tive um ataque, pois como "onde vamos dormir?", e não é que ela continuou, 'podemos colocar todos os colchões na suite e dormimos muito bem lá', dá para acreditar num negócio deste.
Mais do que depressa eu comecei a "arrumar" as coisas, "livrar o caminho", colocando colchões em pé nas paredes e caixas na frente, nos dois quartos e no escritório. Ocupando todos os espaços, e qualquer coisa que pudesse ser usada como cama, até meus edredons, ficaram trancados, e também nos banheiros, sobrando apenas o da suite (coloquei caixas até na banheira).
Já tarde da noite, nós dois cansados, e ela fazendo hora para ir embora com a filhinha (um saco de menina), fomos obrigados a convidá-la a se retirar, que já era tarde, que não tinha jeito dela dormir lá, que não tinha nem como pegar toalhas para tomar banho, e a menina querendo tomar banho de banheira, inacreditável.
Este foi meu primeiro dia na casa nova.
Até o próximo.


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